Para conhecer a banda: https://www.facebook.com/valorde.pi.1
13 de outubro de 2013
27 de setembro de 2013
Um sopro familiar de cultura
O querido Prof. Melquíades Barroso de Carvalho Filho enviou, gentilmente, pérolas do seu valioso arquivo.
23 de setembro de 2013
5 de junho de 2013
Jogo de Adivinhação
Consumindo o avesso do traço desfocado
Deslocando o caminho indeterminado
Transformando o costume em algo raro
De assalto, quem poderia capturar o alvo?
Sorte de quem lança dados falsos
Colecionando fados em desuso
Num susto, o pensamento se fixa em linha reta
Alimentando covas rasas com areia do tempo
Quem saberia ressuscitar palavras mortas?
Os vícios da língua sobrevoam o céu da boca fechada
Esbarrando em sorrisos entre dentes
Descrente suspiro lançado em prece
Aquece as vestes corroídas pelo olhar indolente
Além de lavar a alma embotada
Enquanto a cara é dada a tapa
Para o primeiro desconhecido que compra o livro
Aberto numa página rasgada pela metade.30 de maio de 2013
Oração para um anjo
Sim, meu anjo, eu acompanho seus passos na
penumbra; do meu lugar cativo as cores continuam belas e fugazes. Somente as
lembranças permanecem encravadas na alma como uma verruma assustadoramente real,
latejando insistentemente para lembrar que o Senhor do Tempo espreita com seus
olhos de rasga-mortalha. Acompanhar seus passos tem sido um doce alento. Eu
posso voar com suas asas? Tento me conter para não arrancá-las enquanto você
não está olhando! Eu aprendi a ser egoísta quando me revelaram que sou humana.
Por que os humanos sempre desejam alcançar o céu? Talvez seja a esperança de um
dia sentir aquilo que você sente quando dança entre as nuvens. Eu queria saber
dançar despreocupadamente. Apenas dançar, sem porquê. Apenas ser, sem porquê; sem
esperar suas asas; ou um céu cheio de nuvens; ou outra revelação sobre minha
essência humana... desesperadamente ausente de mim.29 de maio de 2013
Estranha Embriaguez
Ao entardecer, se ele decidir trocar a embriaguez por delirantes vidas
Será imediatamente absorvido por veias pulsantes
Embrenhando-se, sorrateiramente, no abismo dos sentidos
Diante de um espelho que revela uma essência absurda
Mil tentáculos penetrarão os seus poros
Corroendo os desejos reprimidos
Ele decidirá revelar toda sua ira
Amando loucamente as próprias mentiras
Atordoado, começará a reverenciar os deuses mais impopulares
Esperando uma redenção derradeira
Quando poderá voltar a pisar em solo fértil
Tragando cada falha como se fosse um cigarro barato esquecido no cinzeiro...
P.S.: Poesia escrita para o amigo Edinardo Silvestre.
Será imediatamente absorvido por veias pulsantes
Embrenhando-se, sorrateiramente, no abismo dos sentidos
Diante de um espelho que revela uma essência absurda
Mil tentáculos penetrarão os seus poros
Corroendo os desejos reprimidos
Ele decidirá revelar toda sua ira
Amando loucamente as próprias mentiras
Atordoado, começará a reverenciar os deuses mais impopulares
Esperando uma redenção derradeira
Quando poderá voltar a pisar em solo fértil
Tragando cada falha como se fosse um cigarro barato esquecido no cinzeiro...
P.S.: Poesia escrita para o amigo Edinardo Silvestre.
21 de maio de 2013
O Segredo do Vale do Mimbó
Certamente há um pássaro azul, como aquele de Bukowski, escondido entre cada dança ou sorriso tragado pelos centavos suados conseguidos dos visitantes das margens da Ilha de Amarante (PI). As franjas do Rio Canindé escondem os passos arrastados dos antigos moradores daquela região misteriosa. Um grito contido ainda ecoa na vastidão do precipício. A bela paisagem não aquieta os corações atentos que ainda clamam por liberdade. Os grilhões mudaram somente a nomenclatura, fundindo o embuste na alma do povo herdeiro do quilombo. O orgulho da raça e da terra foi arrebatado com ouro de tolo; o caráter foi sobrepujado pelo banzo. Mas a cultura subjugada ensaia seus rompantes de alforria, encravando sua marca na história amarantina, nos traços dos rostos, no dialeto ritmado, ou no movimento dos corpos embalados pelas melodias africanizadas. Amarante, inteira, ensaia os passos de um "pagode" que infunde uma nova marcha, antecipando a vitória sobre o engessamento da mente.
Quilombo do Mimbó
Um gesto inconsciente do Seu José enfatizando os segredos do Mimbó.
P.S.: Visita guiada pelo grande amigo Danilo Costa: o novo colaborador deste blog!
20 de maio de 2013
Festa do Divino Espírito Santo de Amarante (PI) em imagens... (Parte I)
A fé que converteu a Festa em tradição projeta seus intensos feixes, iluminando as frestas contidas nos corações humanos. Em 2013, mais uma vez, o hino do Divino de Amarante ecoou pela cidade, arrebatando fiéis, enquanto o cortejo transbordava a divina beleza.
3 de maio de 2013
2 de maio de 2013
11 de março de 2013
Nos Baús de Amarante
A notória simplicidade do povo de Amarante parece ser o complemento ideal para o lirismo da sua arquitetura. Os becos sussurram belos versos, através do leve toque do vento entre suas paredes. Mas é necessário um olhar apurado para perceber as sutilezas imersas no interior das suas casas.
8 de março de 2013
O Canto da Sereia
O barco vazio é um esboço do porvir
Sobre a água inquieta
Fingindo-se de guia
Traiçoeira, a grande sereia arrasta suas madeixas
Tragando os atos impensados
Para o fundo de seus redemoinhos
O triste herói espreita suas possibilidades,
Mas esbarra em sendas demasiadamente irresistíveis
Apenas para preencher o barco
E remar no ritmo da melodia
Encontrando, enfim, sua sina
No lado oposto do espelho d'água
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