O barco vazio é um esboço do porvir
Sobre a água inquieta
Fingindo-se de guia
Traiçoeira, a grande sereia arrasta suas madeixas
Tragando os atos impensados
Para o fundo de seus redemoinhos
O triste herói espreita suas possibilidades,
Mas esbarra em sendas demasiadamente irresistíveis
Apenas para preencher o barco
E remar no ritmo da melodia
Encontrando, enfim, sua sina
No lado oposto do espelho d'água


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