11 de março de 2013

Nos Baús de Amarante

     A notória simplicidade do povo de Amarante parece ser o complemento ideal para o lirismo da sua arquitetura. Os becos sussurram belos versos, através do leve toque do vento entre suas paredes. Mas é necessário um olhar apurado para perceber as sutilezas imersas no interior das suas casas. 


    A riqueza cultural preservada pelas famílias amarantinas encontra vazão através do trabalho hercúleo de alguns expoentes, tais como Mundinha e Mariquinha Pereira; Emília Paixão (Bizinha); Zulmira Bezerra (Sibita); Socorro Santos (Socorro de titia); Ronaldo Moura; etc. Todos são responsáveis pelo resgate das raízes amarantinas. E as raízes perpassam por diversos símbolos incrustados no imaginário do povo, presentes também nas relíquias escondidas nos museus particulares pouco a pouco revelados. Um exemplo são os objetos que servirão de adorno para o balcão montado por Ronaldo Moura, funcionando de apoio visual para as prateleiras com os mais variados tipos de licores encontrados em Amarante. 


As caixas que acompanham os licores foram ricamente adornadas pelo Ronaldo.



Antigo toca disco resgatado por Ronaldo.






Os próprios licores também ganharam uma roupagem diferenciada, fruto da criatividade de Ronaldo.



Garrafas antigas também foram resgatadas dos "baús" de Amarante.




Até uma caixa registradora antiga faz parte do acervo!




Câmera fotográfica doada por Bizinha Paixão.


Duas gerações de rádios...



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