O querido Prof. Melquíades Barroso de Carvalho Filho enviou, gentilmente, pérolas do seu valioso arquivo.
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens
27 de setembro de 2013
5 de junho de 2013
Jogo de Adivinhação
Consumindo o avesso do traço desfocado
Deslocando o caminho indeterminado
Transformando o costume em algo raro
De assalto, quem poderia capturar o alvo?
Sorte de quem lança dados falsos
Colecionando fados em desuso
Num susto, o pensamento se fixa em linha reta
Alimentando covas rasas com areia do tempo
Quem saberia ressuscitar palavras mortas?
Os vícios da língua sobrevoam o céu da boca fechada
Esbarrando em sorrisos entre dentes
Descrente suspiro lançado em prece
Aquece as vestes corroídas pelo olhar indolente
Além de lavar a alma embotada
Enquanto a cara é dada a tapa
Para o primeiro desconhecido que compra o livro
Aberto numa página rasgada pela metade.30 de maio de 2013
Oração para um anjo
Sim, meu anjo, eu acompanho seus passos na
penumbra; do meu lugar cativo as cores continuam belas e fugazes. Somente as
lembranças permanecem encravadas na alma como uma verruma assustadoramente real,
latejando insistentemente para lembrar que o Senhor do Tempo espreita com seus
olhos de rasga-mortalha. Acompanhar seus passos tem sido um doce alento. Eu
posso voar com suas asas? Tento me conter para não arrancá-las enquanto você
não está olhando! Eu aprendi a ser egoísta quando me revelaram que sou humana.
Por que os humanos sempre desejam alcançar o céu? Talvez seja a esperança de um
dia sentir aquilo que você sente quando dança entre as nuvens. Eu queria saber
dançar despreocupadamente. Apenas dançar, sem porquê. Apenas ser, sem porquê; sem
esperar suas asas; ou um céu cheio de nuvens; ou outra revelação sobre minha
essência humana... desesperadamente ausente de mim.29 de maio de 2013
Estranha Embriaguez
Ao entardecer, se ele decidir trocar a embriaguez por delirantes vidas
Será imediatamente absorvido por veias pulsantes
Embrenhando-se, sorrateiramente, no abismo dos sentidos
Diante de um espelho que revela uma essência absurda
Mil tentáculos penetrarão os seus poros
Corroendo os desejos reprimidos
Ele decidirá revelar toda sua ira
Amando loucamente as próprias mentiras
Atordoado, começará a reverenciar os deuses mais impopulares
Esperando uma redenção derradeira
Quando poderá voltar a pisar em solo fértil
Tragando cada falha como se fosse um cigarro barato esquecido no cinzeiro...
P.S.: Poesia escrita para o amigo Edinardo Silvestre.
Será imediatamente absorvido por veias pulsantes
Embrenhando-se, sorrateiramente, no abismo dos sentidos
Diante de um espelho que revela uma essência absurda
Mil tentáculos penetrarão os seus poros
Corroendo os desejos reprimidos
Ele decidirá revelar toda sua ira
Amando loucamente as próprias mentiras
Atordoado, começará a reverenciar os deuses mais impopulares
Esperando uma redenção derradeira
Quando poderá voltar a pisar em solo fértil
Tragando cada falha como se fosse um cigarro barato esquecido no cinzeiro...
P.S.: Poesia escrita para o amigo Edinardo Silvestre.
8 de março de 2013
O Canto da Sereia
O barco vazio é um esboço do porvir
Sobre a água inquieta
Fingindo-se de guia
Traiçoeira, a grande sereia arrasta suas madeixas
Tragando os atos impensados
Para o fundo de seus redemoinhos
O triste herói espreita suas possibilidades,
Mas esbarra em sendas demasiadamente irresistíveis
Apenas para preencher o barco
E remar no ritmo da melodia
Encontrando, enfim, sua sina
No lado oposto do espelho d'água
30 de novembro de 2011
Como uma pedra
Entre o palco e a plateia inertes
Enquanto o roteiro é traçado
Penso que sou
A alavanca que impulsiona o tiro
Seria mais um tímido zunido ecoando no vácuo?
Estático, ainda, mas pronto para o salto
De sobressalto, organizo os vícios
Acumulando epitáfios na sobrevida
Implorando, em vão, a ressurreição do pensamento,
Que seja!
Perdido na geografia do corpo
Concreto como uma pedra lançada a ermo
Querendo libertar-me
Quanto desgaste!
Ao menos para encarar o espelho
Enquanto o roteiro é traçado
E eu continuo alheio.
Será um começo?
16 de novembro de 2011
Encantada...
Não sei o que encanta mais: as barbas do rio ou o sorriso da menina...
Parte de mim quer apenas contemplar a beleza
E perder-se do tempo, negligenciando as horas contadas
Quem sabe, então, resgatar a alma
Sucumbindo a parte petrificada
Do corpo que insiste em caminhar em linha reta
Agora, inteira, decido voar!
A. C. Nunes-Carvalho
http://www.flickr.com/photos/becodabolinagem/
Parte de mim quer apenas contemplar a beleza
E perder-se do tempo, negligenciando as horas contadas
Quem sabe, então, resgatar a alma
Sucumbindo a parte petrificada
Do corpo que insiste em caminhar em linha reta
Agora, inteira, decido voar!
A. C. Nunes-Carvalho
Assinar:
Postagens (Atom)






