Consumindo o avesso do traço desfocado
Deslocando o caminho indeterminado
Transformando o costume em algo raro
De assalto, quem poderia capturar o alvo?
Sorte de quem lança dados falsos
Colecionando fados em desuso
Num susto, o pensamento se fixa em linha reta
Alimentando covas rasas com areia do tempo
Quem saberia ressuscitar palavras mortas?
Os vícios da língua sobrevoam o céu da boca fechada
Esbarrando em sorrisos entre dentes
Descrente suspiro lançado em prece
Aquece as vestes corroídas pelo olhar indolente
Além de lavar a alma embotada
Enquanto a cara é dada a tapa
Para o primeiro desconhecido que compra o livro
Aberto numa página rasgada pela metade.


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