29 de maio de 2013

Estranha Embriaguez

Ao entardecer, se ele decidir trocar a embriaguez por delirantes vidas
Será imediatamente absorvido por veias pulsantes
Embrenhando-se, sorrateiramente, no abismo dos sentidos
Diante de um espelho que revela uma essência absurda
Mil tentáculos penetrarão os seus poros
Corroendo os desejos reprimidos
Ele decidirá revelar toda sua ira
Amando loucamente as próprias mentiras
Atordoado, começará a reverenciar os deuses mais impopulares
Esperando uma redenção derradeira
Quando poderá voltar a pisar em solo fértil
Tragando cada falha como se fosse um cigarro barato esquecido no cinzeiro...

P.S.: Poesia escrita para o amigo Edinardo Silvestre.

Um comentário:

Solta a língua e descarrega o verbo...