30 de novembro de 2011

Como uma pedra


Inundado no multicolorido espaço
Entre o palco e a plateia inertes
Enquanto o roteiro é traçado
Penso que sou
A alavanca que impulsiona o tiro
Seria mais um tímido zunido ecoando no vácuo?
Estático, ainda, mas pronto para o salto
De sobressalto, organizo os vícios
Acumulando epitáfios na sobrevida
Implorando, em vão, a ressurreição do pensamento,
Que seja!
Perdido na geografia do corpo
Concreto como uma pedra lançada a ermo
Querendo libertar-me
Quanto desgaste!
Ao menos para encarar o espelho
Enquanto o roteiro é traçado
E eu continuo alheio.
Será um começo?

Um comentário:

  1. Suas fotos - e agora os seus poemas - encantando... :) Este último caiu como uma luva em mim.

    Continue jogando seu brilho como um pincel atmosférico, Candinha... Um pincel que dá vida ao ar. ;)

    ResponderExcluir

Solta a língua e descarrega o verbo...