Entretanto, seu impulso visionário fatalmente torna-se um empecilho para a manutenção dos hábitos correntes. Seus sonhos, então, são condenados à guilhotina.
Quantos nomes, amarantinos ou não, caíram no anonimato porque seus sonhos foram classificados como loucura ou até mesmo transgressão? O que diriam dos poetas cuja intensa sensibilidade impedia a convivência pacífica com a burocracia ou o mero conformismo diante dos acontecimentos da vida? Em quais livros ficarão gravados nomes como o de Santo Soares, amarantino, cuja mente imaginativa permitiu a criação de uma nave espacial fluvial? Quantos poemas permanecerão engavetados, ignorados pelo turbulento cotidiano? Quantos horizontes continuarão inexplorados, como aquele que povoa minhas lembranças infantis? Mas escalar a Serra Azul e descobrir o que há além do morro não é uma tarefa impossível, afinal...

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