30 de novembro de 2011

Como uma pedra


Inundado no multicolorido espaço
Entre o palco e a plateia inertes
Enquanto o roteiro é traçado
Penso que sou
A alavanca que impulsiona o tiro
Seria mais um tímido zunido ecoando no vácuo?
Estático, ainda, mas pronto para o salto
De sobressalto, organizo os vícios
Acumulando epitáfios na sobrevida
Implorando, em vão, a ressurreição do pensamento,
Que seja!
Perdido na geografia do corpo
Concreto como uma pedra lançada a ermo
Querendo libertar-me
Quanto desgaste!
Ao menos para encarar o espelho
Enquanto o roteiro é traçado
E eu continuo alheio.
Será um começo?

25 de novembro de 2011

O horizonte me espera...

A Serra está pronta para ser desbravada... Basta coragem para concretizar as promessas.
Quanto tempo nos resta?

16 de novembro de 2011

Encantada...


Não sei o que encanta mais: as barbas do rio ou o sorriso da menina...
Parte de mim quer apenas contemplar a beleza
E perder-se do tempo, negligenciando as horas contadas
Quem sabe, então, resgatar a alma
Sucumbindo a parte petrificada
Do corpo que insiste em caminhar em linha reta
Agora, inteira, decido voar!

A. C. Nunes-Carvalho


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