10 de outubro de 2011

Platão conhecia Amarante?

O filósofo, impelido pela curiosidade, desgarra-se das correntes que o aprisionam, e precipita-se para fora da carverna, desbancando o que erroneamente era concebido como realidade absoluta.


Entretanto, seu impulso visionário fatalmente torna-se um empecilho para a manutenção dos hábitos correntes. Seus sonhos, então, são condenados à guilhotina.


Quantos nomes, amarantinos ou não, caíram no anonimato porque seus sonhos foram classificados como loucura ou até mesmo transgressão? O que diriam dos poetas cuja intensa sensibilidade impedia a convivência pacífica com a burocracia ou o mero conformismo diante dos acontecimentos da vida? Em quais livros ficarão gravados nomes como o de Santo Soares, amarantino, cuja mente imaginativa permitiu a criação de uma nave espacial fluvial? Quantos poemas permanecerão engavetados, ignorados pelo turbulento cotidiano? Quantos horizontes continuarão inexplorados, como aquele que povoa minhas lembranças infantis? Mas escalar a Serra Azul e descobrir o que há além do morro não é uma tarefa impossível, afinal...